Já vimos para o que é utilizada a ferramenta, como ela funciona e agora iremos ver o que é cada componente no artigo .NET Framework – Parte I.
Common Language Specification
Como tudo deve ter um padrão e regras a serem cumpridas, as linguagens suportadas pela ferramenta também tem, e por isso que, quando temos duas aplicações feitas em linguagens diferentes, não temos problemas em conseguir usar os recursos desenvolvidos em uma na outra. E esses padrões e regras são baseados no CTS (Common Type System). No CTS podemos encontrar regras de nomenclatura, definições para letras maiúsculas e minúsculas, palavra-chave, tipos, métodos, propriedades, eventos, interfaces, matrizes, Enumerações, genéricos e etc.
Tipos de Soluções
Windows Forms – São aplicações desenvolvidas para ambientes locais, ou seja, totalmente instaladas no computador do usuário, como por exemplo, aplicações Cliente/Servidor. Nesse tipo não há necessidade de requisições ao servidor, a não ser quando existe um servidor de base de dados, pelo qual o sistema acessa as informações para ser mostrada nos formulários, fora isso, toda execução é feita dentro do computador onde está instalado. Sua interface é baseada em controles prontos e pré-configurados. Esses controles, além de serem usados para visualização de informações trazidas de uma base de dados, podem servir como entrada de texto ou na necessidade de relacionamento entre qualquer outro controle, como por exemplo, os objetos DataGridView, utilizado para mostrar, consultar ou inserir/editar/excluir as informações, e ComboBox. Também temos as caixas de texto, caixa de multi seleção, caixa de opções, entre muitos outros objetos. Alguns desses controles servem apenas para melhorar a interface do aplicativo.
Hoje, o Windows Forms nos trás muitas facilidades na hora de criar sua versão de instalação. Com apenas alguns cliques você consegue cria - lá, e ainda podemos publicar em algum lugar onde os usuários de uma rede possam acessar as futuras versões, por que a atualização é feita automaticamente antes ou depois da aplicação ser aberta.
Web Forms – com certeza a evolução na interface de páginas de Web. Muito parecido com o Windows Forms, ele foi criado para o ASP .NET, e é formado por HTML estático e/ou controles ASP .NET. Da mesma forma que o Windows Forms, ele também separa o design (HTML da página) do código-fonte, e usa o arrastar e soltar, para criar os controles dentro das páginas, onde eles também já estão pré-configurados. Hoje, esse tipo de aplicação nos das inúmeras possibilidades, onde podemos desde poder arrastar controles na página em tempo de execução, mudar as cores da página de acordo com o gosto do usuário, até fazer requisições ao servidor da aplicação sem ter que recarregar a página inteira, tornando esse tipo de aplicação sem limites de recursos, mais rica, intuitiva e muito mais fácil de usar.
Também nos trás muitas facilidades quando queremos trazer informações de alguma base de dados. E controles como, por exemplo, RadioButtonList, DataGrid, DataList, ListBox, podemos facilmente configurá-los, e às vezes somos obrigados a colocar algumas linhas de código, mas não se preocupe, por que o número será muito pouco.
Web Services – se hoje nós podemos criar serviços onde qualquer aplicação codificada no .NET Framework pode acessar sem nenhuma restrição, é por causa dele – o Web Services. Sua idéia principal é justamente essa - serviços Web – nos possibilitando, as aplicações se comunicarem sem qualquer limite. E para tornar isso possível, a tecnologia trabalha com SOAP (Simple Object Access Protocol), autorizada pelo W3C, é ela que torna possível a comunicação entre esses serviços, utilizando o XML como meio de transporte das informações e o HTML para transferir os dados.
Tipos de acesso a dados
E por sua causa que temos muitas facilidades e pouco tempo de desenvolvimento na hora de criarmos os objetos de acesso a dados. É ele quem torna possível a utilização de inúmeros tipos de base de dados como, por exemplo, banco de dados SQL Server, ORACLE entre outros, arquivos XML, texto ou planilhas do EXCEL, ou coleção de objetos.
Mas as reais funcionalidades não são apenas acessar esses milhares tipos de base de dados, e sim é que podemos fazer as consultas, inserção, paginação, exclusão e alteração dos dados contidos nelas, com uma facilidade imensa, tornando mais ainda rápida a forma de programá-las, deixando sua mente focada nas regras de negócio mais importantes.
Definindo melhor, podemos dizer que existem os controles de acesso a dados que fazem alguma ação para trazer essas informações. SQLDataSource, ObjectDataSource e XMLDataSource são os principais objetos de conexão a esses dados, um para apenas SQL, outro apenas para uma lista de objetos qualquer e a outra para utilizar com arquivos XML, respectivamente, como sua origem de dados. Já os controles DataList, DetailsView, DataGrid entre outros, são os responsáveis por fazer essa requisição e mostrar essas informações, independentemente do tipo da base de dados, e os quais utilizam os objetos de acesso para isso.
Biblioteca de Classes
Objetos na tela, meios de acesso a base de dados, validações em geral e/ou qualquer função ou tipo de objeto que você queira, faz parte dessa biblioteca. Na verdade, isso é a base do .NET Framework, ou seja, é por causa delas que podemos, tão rapidamente, desenvolver uma tela trazendo dados do banco, editar suas informações, fazer cálculos entre inúmeras outras coisas.
Mais abaixo, iremos falar sobre as classes mais conhecidas e usadas do .NET Framework.
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Namespace
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Descrição
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System;
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É a base de todas as classes, sem ela definida, seu código não será nada, ou seja, você não conseguirá codificar. E como vocês irão ver mais abaixo, ela é sempre a primeira a aparecer antes de chamar qualquer outra. Resumindo, ela é a namespace mãe das outras.
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System.Collection;
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Todo tipo de coleção, faz parte dessa namespace. Coleções de objetos, interfaces, dicionários, ou seja, qualquer coleção que você imaginar, pode procurar aqui.
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System.Data;
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Conexão com o banco, objetos relacionados a executar comandos de qualquer tipo ou relacionamento, componentes de gerenciamento em geral de banco de dados, ou seja, toda a estrutura do ADO .NET.
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System.Diagnostics;
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Permite-nos diagnosticar nossa depuração e buscar execução de código, e também nos oferece classes que atuam como contadores de desempenho, com processos do sistema operacional e log de eventos.
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System.Drawing;
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Mãe de todas as classes e namespaces de gráficos GDI+. Quando você quiser desenhar algo na tela, tanto em duas como em três dimensões, pense nesse grupo de classes.
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System.Globalization;
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Informações de linguagens, culturas, padrões de formatação, ordem de caracteres, moeda, ou seja, quando você quiser desenvolver um sistema multi linguagem, nós usaremos esse conjunto de funções para nos ajudar na configuração desses elementos.
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System.IO;
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Quando queremos ler ou salvar um arquivo de forma, tanto quando a origem e o destino estão sincronizados como quando não estão.
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System.Media;
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Iremos utilizá-la quando trabalhamos com som dentro de nossa aplicação.
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System.Net;
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Possibilita-nos usar de maneira fácil e rápida os vários protocolos de redes que existem hoje em dia. Também contamos com classes para envio e recebimento de e-mail.
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System.Security;
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É composta por classes que irão cuidar da segurança de sua aplicação.
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System.Text;
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Tipos de enconding, ASCII, conversores em geral e formatação de textos estão contidas nessa namespace.
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System.Web;
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Conjunto de classes e interfaces base de uma página Web. Podemos também encontrar classes de gerenciamento de cookies, envio de arquivos, cachê e etc.
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System.Xml;
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Para gerenciamento de arquivos de XML, você pode contar com esse grupo de classes.
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Enfim, são inúmeras as namespaces que formam .NET Framework. Hoje, ele nos da tantas funcionalidades, que talvez seja impossível nós desenvolvedores imaginar algo que ele não possa fazer.
Common Language Runtime
Sua função é de criar uma máquina virtual toda vez que uma aplicação é executada em desenvolvimento. Quando executamos uma aplicação, todo código escrito passa pelo compilador, que é transformado em a Assembly, ou seja, ele traduz em Common Intermediate Language (CIL), e o CRL transforma em código que o sistema operacional possa entender. Explicando de forma fácil, ele é quem traduz o código, seja ele escrito em qualquer linguagem de programação suportada pelo .NET Framework, para a linguagem de máquina. E também é responsável pela possibilidade das linguagens interagirem entre si, e isso acontece por que existe um padrão chamado CLS, o qual nós já vimos.
Conclusão
Espero que todos tenham entendido como funciona cada parte do .NET Framework, continuaremos com a história dele no próximo artigo.
Posted
2 Jun 2009 8:27
by
Abdul Hade